
Prestar contas!
O tema de capa desta edição leva-nos a pensar em várias coisas e, inevitavelmente, no papel do Estado e naquilo que são as suas obrigações, responsabilidades e competências.

O tema de capa desta edição leva-nos a pensar em várias coisas e, inevitavelmente, no papel do Estado e naquilo que são as suas obrigações, responsabilidades e competências.

António Raposo Soares é projectista, consultor e tem uma vasta experiência na actividade da fiscalização. Para este engenheiro, é fundamental “mudar de mentalidade e acabar com o insuportável ‘mais ou menos’. Senão, neste ‘caldo’ de imprecisão, um processo de Certificação não é sustentável”.

Falar de estatísticas, mostrar números ou encarar a realidade é um exercício que nos custa a todos. Fugimos deste confronto sistematicamente.

Ernesto Peixeiro Ramos dispensa apresentações no nosso mercado. Esteve ligado à construção do Sistema de Certificação Energética (SCE), nomeadamente na vertente da formação dos Peritos Qualificados (PQ). Para este especialista com uma vasta experiência nesta área, “uma legislação feita por pessoas que não conhecem os problemas não resulta, pela simples razão de que, mesmo quando há boa vontade, estas são tecnicamente incapazes de encontrar as melhores soluções”.

Na última nota de abertura, falámos de fragilidade. Falámos num início de ano de 2018 preso por fios nos mais variados domínios.

A reposição das auditorias à Qualidade do Ar Interior (QAI) já devia ser conhecida. Nada se sabe sobre a sua preparação.
Mais comunicação, um novo modelo de certificado, um Observatório para a Energia e mais sistemas voluntários de certificação são algumas das estratégias da ADENE, dez anos depois do lançamento do Sistema de Certificação Energética (SCE). Uma altura crítica marcada por algum descrédito nos certificados energéticos (CE), pela falta de qualidade das intervenções que se fazem e pela fraca implementação das medidas apontadas.

A um nível urbano, o equilíbrio entre a aplicação de medidas de eficiência energética e o uso de energia renovável para a renovação do edificado existente com o objetivo nZEB é mais complexo do que ao nível dos edifícios individuais, mas pode tirar partido de potenciais vantagens inerentes à economia de escala que se podem conseguir e às sinergias entre medidas a aplicar.

Começamos mais um ano e, como de costume, se quisermos fazer um balanço do ano anterior ou antever o que se vai passar a partir deste mês, nada é igual.

Quando falamos em Legionella instala-se a confusão. A Legionella está associada à água e não ao ar. Deveria existir legislação própria mas a boa notícia está no eventual regresso das auditorias.