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No âmbito do projecto “Hospital Sudoe 4.0”, foram iniciados os processos de monitorização que permitiram conhecer as necessidades energéticas de três hospitais piloto (em Espanha, Portugal e França). Em vista está a redução do consumo de energia e das emissões de CO2, para alcançar hospitais mais eficientes e confortáveis.
Embora o projecto “Hospital Sudoe 4.0” tenha sofrido atrasos devido à pandemia de Covid-19, os trabalhos de monitorização estão a ser retomados no Hospital Perpetuo Socorro, em Badajoz, na Clínica Belharra, em Bayonne, e no Hospital de Santo André, em Leiria. Este projecto é apoiado pelo programa Interreg SUDOE, “destinado a realizar experiências em três edifícios hospitalares na região do SUDOE”, lê-se no comunicado de imprensa.
O objectivo do projecto passa por desenvolver, validar e implementar modelos de eficiência energética para a renovação dos hospitais, com vista à poupança de energia e à redução das emissões de CO2, através da implementação de redes e da experimentação conjunta. Para alcançar níveis óptimos de eficiência energética e hídrica e melhorar a qualidade do ar interior nestes hospitais, o projecto inclui processos de monitorização, que irão permitir conhecer, em tempo real, o consumo de energia e água, mas também o nível de poluentes responsáveis pela degradação da qualidade do ar interior. O objectivo final será melhorar a gestão destas unidades de saúde, assim como melhorar a saúde e o conforto dos pacientes, ao mesmo tempo que se reduz as emissões.
Em Portugal, o trabalho realizado nos últimos meses pela ADENE e pelo Instituo Superior Técnico – alguns dos membros da parceria liderada pelo ITCL Centro Tecnológico – deu origem a um “estudo completo e detalhado de todos os aspectos relacionados não só com o consumo de energia e água, mas também com a garantia da qualidade do ar interior”. O mapeamento dos recursos, que implicou a caracterização do fornecimento de electricidade, gás e água do hospital, permitiu recolher dados que deverão ser disponibilizados na plataforma on-line do projecto, para que se possa verificar, em tempo real, o consumo de água e energia “com os quais se definem as alternativas de poupança e eficiência energética”.
Este trabalho feito antes da monitorização permitiu concluir que existem grandes equipamentos eléctricos que consomem energia e em que, até agora, “não existia qualquer ponto de monitorização, sendo necessário, nestes casos, adquirir equipamentos auxiliares adicionais para o efeito”. Este acompanhamento teve início em Junho e irá prolongar-se ao longo do desenvolvimento do projecto.
De notar que o projecto é co-financiado pelo programa Interreg Sudoe, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).
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