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Apesar da pandemia, 2020 foi o melhor ano desde 2011 e o segundo melhor de sempre para o mercado de solar fotovoltaico na Europa. Esta é uma das conclusões do EU Market Outlook for Solar Power, um relatório da associação industrial SolarPower Europe, que revela que, apesar das condicionantes provocadas pelo novo coronavírus, o mercado europeu cresceu 11 %, com mais 18,7 GW de nova capacidade instalada.
Para além do crescimento do mercado, o relatório dá conta ainda de um outro dado positivo para o sector: entre os EU-27, 22 países instalaram mais capacidade solar do que em 2019.
Os dados obtidos indicam que a Alemanha foi o país com um maior número de novas instalações no ano que passou, 4,8 GW, assegurando, assim, a liderança do mercado europeu, que detém há 20 anos. No total, os cinco principais mercados (Alemanha, Holanda, Espanha, Polónia e França) são responsáveis por 74 % da nova capacidade instalada registada no ano passado.
Portugal ainda está muito longe dos números registados pelos membros do Top-5. No ano anterior, o país aumentou a sua nova capacidade instalada de 0,2 para 0,5 GW, estando ao mesmo nível da Grécia e ligeiramente abaixo da Bélgica e da Hungria (ambas com 0,6 GW em 2020). De notar ainda que a diferença entre Portugal e um país como a França não é assim tão díspar: no ano passado, a França instalou apenas 0,9 GW.
Europa a caminho da neutralidade
A par dos dados do mercado, as estatísticas da SolarPower Europe mostram também que a Europa está no “bom caminho” para se tornar o primeiro continente a alcançar a neutralidade carbónica e que a energia solar irá ajudar a atingir esse objectivo. Para além de disponibilizar energia eléctrica de origem renovável (a preço actualmente mais acessíveis), o sector está a “criar milhões de postos de trabalho e a assegurar uma transição justa para todos os europeus”, revelou Walburga Hemetsberger, CEO da SolarPower Europe.
A utilização da energia solar fotovoltaica nos edifícios é uma das tecnologias mais promissoras para ajudar a alcançar os objectivos definidos para a descarbonização do edificado, em particular nos NZEB (edifícios com necessidades quase nulas de energia) e nos bairros de energia positiva. Mas o potencial desta tecnologia é ainda maior e a sua utilização vai para além da instalação nos telhados. Actualmente, a energia solar fotovoltaica está também a contribuir para a descarbonização de outros sectores, como a agricultura ou a mobilidade.
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