Eurobarómetro: apoio sólido dos cidadãos europeus à eficiência energética

Um novo inquérito do Eurobarómetro, publicado pela Comissão Europeia, revela que o apoio à política climática da União Europeia (UE) continua a ser forte: oito em cada dez europeus (81%) apoiam o objectivo de neutralidade climática em toda a UE até 2050. 

Os europeus mostram-se a favor de um apoio forte e sustentado aos objectivos e políticas da União Europeia (UE) em matéria de clima. Esta é uma das conclusões gerais do mais recente Eurobarómetro, que conclui que 88% dos inquiridos apoiam um maior investimento nas energias renováveis e na eficiência energética, por exemplo, através de incentivos ao isolamento das habitações, instalação de painéis solares ou de equipamentos que permitam o controlo e redução do consumo energético. 

Os cidadãos vêem a acção climática não só como necessária, mas também como benéfica, tanto a nível económico como social. 75% acreditam que a redução das importações de combustíveis fósseis irá reforçar a segurança energética e beneficiar economicamente a UE. 

Mais de oito em cada dez europeus consideram também que as empresas europeias devem receber mais apoio para aumentar a sua competitividade no domínio das tecnologias limpas, demonstrando apoio ao Acordo para a Indústria Limpa. 

Entre os portugueses entrevistados no âmbito deste Eurobarómetro, 89% demonstram apoiar a ambição europeia de atingir a neutralidade climática até 2050, uma percentagem que ultrapassa os 81% a nível europeu. 

Grande parte dos europeus considera que as alterações climáticas são uma “grave ameaça global” (85%) – a percentagem sobe para 90% entre os portugueses inquiridos. Uma percentagem crescente de europeus (38%) afirma sentir-se pessoalmente exposta a riscos ambientais e climáticos. Esta questão é particularmente relevante para os cidadãos de países do sul da Europa, da Polónia e da Hungria. 

Mais de três quartos (77%) concordam que o custo dos danos causados pelas alterações climáticas ultrapassa o custo da transição para uma economia neutra em termos climáticos – em Portugal, a percentagem é de 86%. 

Os cidadãos consideram que os governos nacionais (66%), a UE (59%) e as empresas e a indústria (58%) são as entidades mais bem colocadas para combater as alterações climáticas. Apenas 28% acreditam que os indivíduos são os que estão melhor posicionados para abordar a questão. 

85% acreditam que a acção climática deve ser uma prioridade para melhorar a saúde pública e 83% dizem que uma melhor preparação para os impactes climáticos melhorará a vida quotidiana. 

No que diz respeito à comunicação que é feita sobre as alterações climáticas, 52% afirmam que os meios de comunicação social tradicionais não fornecem informações claras e 49% dizem ter dificuldade em identificar conteúdos fiáveis nas redes sociais. 

O Eurobarómetro dedicado às alterações climáticas entrevistou 26 319 cidadãos da UE de diferentes grupos sociais e demográficos nos 27 Estados-Membros durante os meses de Fevereiro e Março deste ano. Em Portugal foram inquiridas 1053 pessoas.

Fotografia de destaque: © Shutterstock

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