eCO2Blocks: a solução portuguesa que quer ser uma referência mundial na construção sustentável

[et_pb_section bb_built=”1″ admin_label=”Secção” _builder_version=”3.19.18″ inner_width=”auto” inner_max_width=”none”][et_pb_row admin_label=”Caixa de Conteúdo” _builder_version=”3.19.18″ width=”90%” max_width=”1080px”][et_pb_column type=”4_4″][et_pb_text admin_label=”Texto” _builder_version=”3.23.3″ z_index_tablet=”500″ text_text_shadow_horizontal_length=”text_text_shadow_style,%91object Object%93″ text_text_shadow_horizontal_length_tablet=”0px” text_text_shadow_vertical_length=”text_text_shadow_style,%91object Object%93″ text_text_shadow_vertical_length_tablet=”0px” text_text_shadow_blur_strength=”text_text_shadow_style,%91object Object%93″ text_text_shadow_blur_strength_tablet=”1px” link_text_shadow_horizontal_length=”link_text_shadow_style,%91object Object%93″ link_text_shadow_horizontal_length_tablet=”0px” link_text_shadow_vertical_length=”link_text_shadow_style,%91object Object%93″ link_text_shadow_vertical_length_tablet=”0px” link_text_shadow_blur_strength=”link_text_shadow_style,%91object Object%93″ link_text_shadow_blur_strength_tablet=”1px” ul_text_shadow_horizontal_length=”ul_text_shadow_style,%91object Object%93″ ul_text_shadow_horizontal_length_tablet=”0px” ul_text_shadow_vertical_length=”ul_text_shadow_style,%91object Object%93″ ul_text_shadow_vertical_length_tablet=”0px” ul_text_shadow_blur_strength=”ul_text_shadow_style,%91object Object%93″ ul_text_shadow_blur_strength_tablet=”1px” ol_text_shadow_horizontal_length=”ol_text_shadow_style,%91object Object%93″ ol_text_shadow_horizontal_length_tablet=”0px” ol_text_shadow_vertical_length=”ol_text_shadow_style,%91object Object%93″ ol_text_shadow_vertical_length_tablet=”0px” ol_text_shadow_blur_strength=”ol_text_shadow_style,%91object Object%93″ ol_text_shadow_blur_strength_tablet=”1px” quote_text_shadow_horizontal_length=”quote_text_shadow_style,%91object Object%93″ quote_text_shadow_horizontal_length_tablet=”0px” quote_text_shadow_vertical_length=”quote_text_shadow_style,%91object Object%93″ quote_text_shadow_vertical_length_tablet=”0px” quote_text_shadow_blur_strength=”quote_text_shadow_style,%91object Object%93″ quote_text_shadow_blur_strength_tablet=”1px” header_text_shadow_horizontal_length=”header_text_shadow_style,%91object Object%93″ header_text_shadow_horizontal_length_tablet=”0px” header_text_shadow_vertical_length=”header_text_shadow_style,%91object Object%93″ header_text_shadow_vertical_length_tablet=”0px” header_text_shadow_blur_strength=”header_text_shadow_style,%91object Object%93″ header_text_shadow_blur_strength_tablet=”1px” header_2_text_shadow_horizontal_length=”header_2_text_shadow_style,%91object Object%93″ header_2_text_shadow_horizontal_length_tablet=”0px” header_2_text_shadow_vertical_length=”header_2_text_shadow_style,%91object Object%93″ header_2_text_shadow_vertical_length_tablet=”0px” header_2_text_shadow_blur_strength=”header_2_text_shadow_style,%91object Object%93″ header_2_text_shadow_blur_strength_tablet=”1px” header_3_text_shadow_horizontal_length=”header_3_text_shadow_style,%91object Object%93″ header_3_text_shadow_horizontal_length_tablet=”0px” header_3_text_shadow_vertical_length=”header_3_text_shadow_style,%91object Object%93″ header_3_text_shadow_vertical_length_tablet=”0px” header_3_text_shadow_blur_strength=”header_3_text_shadow_style,%91object Object%93″ header_3_text_shadow_blur_strength_tablet=”1px” header_4_text_shadow_horizontal_length=”header_4_text_shadow_style,%91object Object%93″ header_4_text_shadow_horizontal_length_tablet=”0px” header_4_text_shadow_vertical_length=”header_4_text_shadow_style,%91object Object%93″ header_4_text_shadow_vertical_length_tablet=”0px” header_4_text_shadow_blur_strength=”header_4_text_shadow_style,%91object Object%93″ header_4_text_shadow_blur_strength_tablet=”1px” header_5_text_shadow_horizontal_length=”header_5_text_shadow_style,%91object Object%93″ header_5_text_shadow_horizontal_length_tablet=”0px” header_5_text_shadow_vertical_length=”header_5_text_shadow_style,%91object Object%93″ header_5_text_shadow_vertical_length_tablet=”0px” header_5_text_shadow_blur_strength=”header_5_text_shadow_style,%91object Object%93″ header_5_text_shadow_blur_strength_tablet=”1px” header_6_text_shadow_horizontal_length=”header_6_text_shadow_style,%91object Object%93″ header_6_text_shadow_horizontal_length_tablet=”0px” header_6_text_shadow_vertical_length=”header_6_text_shadow_style,%91object Object%93″ header_6_text_shadow_vertical_length_tablet=”0px” header_6_text_shadow_blur_strength=”header_6_text_shadow_style,%91object Object%93″ header_6_text_shadow_blur_strength_tablet=”1px” box_shadow_horizontal_tablet=”0px” box_shadow_vertical_tablet=”0px” box_shadow_blur_tablet=”40px” box_shadow_spread_tablet=”0px” custom_margin=”||25px|”]

Nasceu na Universidade da Beira Interior (UBI), mas já cresce por si e continua a somar prémios. Produzir materiais para a construção utilizando resíduos industriais é a proposta da eCO2Blocks, a grande vencedora da última edição do Cleantech Camp, o programa europeu dirigido a projectos e start-ups do sector das energias limpas.

A eCO2Blocks é uma spin-off de base tecnológica da UBI e tem como missão desenvolver e produzir materiais de construção sustentáveis, com alto desempenho, baixo custo e à base de resíduos industriais, possibilitando que o sector da construção se torne mais sustentável.

O projecto começou a ser desenvolvido no Departamento de Engenharia Civil e Arquitectura da UBI pelo docente e investigador João Castro Gomes e pelo aluno de Doutoramento Pedro Humbert, através do desenvolvimento e produção de materiais de construção compostos por resíduo industrial (escória do aço, da Siderurgia Nacional), água não potável e dióxido de carbono (CO2). O endurecimento do bloco para construção é feito através da absorção de dióxido de carbono, resultando num processo de fabrico dez vezes mais rápido e 45 % mais barato relativamente à opção tradicional, com cimento Portland.

“A médio prazo, queremos aumentar a nossa gama de aplicações, bem como utilizar uma maior quantidade de resíduos nos nossos produtos”, admite Pedro Humbert. O investigador revela à Edifícios e Energia que já conseguiram “integrar cerca de 20 % de resíduos não orgânicos como plástico, couro, metais, cerâmicos e de construção”, mas querem “aumentar ainda mais a gama de resíduos utilizados”. Em relação aos materiais tradicionais, os produtos da eCO2Blocks apresentam também cinco vezes mais resistência mecânica e uma resistência ao fogo duas vezes maior (até aos 900°C).

O objectivo da eCO2Blocks não é eliminar o cimento, afirma Pedro Humbert, uma vez que é “um material muito versátil e indispensável para a indústria da construção civil”, mas, sim, repensar a utilização de recursos consoante o tipo de aplicação. Para Pedro Humbert, “o consumo de cimento e de recursos naturais deve ser evitado ao máximo, [sendo] utilizado apenas em situações que não existam alternativas mais sustentáveis”.

No caso dos blocos de pavimento da eCO2Blocks, o processo de aplicação pode ser com argamassa ou apenas directamente na areia, dependendo da opção de cada construtor. Para aplicações futuras e dando ainda como exemplo o bloco de alvenaria, o investigador revela que a argamassa que liga os blocos é de cimento, mas refere que existem outras soluções sem cimento que ainda não estão com grande expressão no mercado. Quanto ao impacto no ambiente da utilização do cimento, uma vez que o objectivo da eCO2Blocks é uma solução de construção sustentável, Pedro Humbert explica que a avaliação do impacto é muito mais sobre “a diferença que o projecto pode fazer do que uma eventual erradicação de um material como o cimento”.

Apesar de trabalhar com os pavimentos por estes não precisarem de certificação, a eCO2Blocks vai, nos meses de Julho e Agosto, realizar uma nova produção de protótipos para poder realizar uma caracterização oficial do produto. Esta caracterização será feita pelo Itecons, o Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade, em Coimbra, e irá contemplar todos os pormenores técnicos do produto. Ainda para este ano, está prevista a realização de uma demonstração piloto de 500m² de pavimento instalado na infra-estrutura de um dos parceiros do projecto.

Como objectivo, a eCO2Blocks pretende que as fábricas utilizem a tecnologia desenvolvida e, em paralelo, quer construir uma unidade de produção própria, de modo a apresentar a sua tecnologia ao mundo. Aspirando ser uma referência internacional no desenvolvimento de tecnologia sustentável, na indústria da construção civil, a eCO2Blocks encontra na industrialização do processo o maior impedimento (ou dependência) para que o projecto consiga entrar no mercado. Como tal, além da procura de investimento, assim como de novos parceiros, prémios como o que agora recebeu, e a que se juntam a outros tão notáveis como o do ClimateLaunchpad e do Prémio Manuel António da Mota, são sempre uma forma de mostrar ao maior número de pessoas possível o trabalho e o potencial da eCO2Blocks.

[/et_pb_text][/et_pb_column][/et_pb_row][/et_pb_section]

PARTILHAR

PUBLICIDADE

REVISTA

AGENDA

SOBRE O AUTOR