Combate à pobreza energética e autossuficiência a partir de renováveis em destaque nos EU Sustainable Energy Awards

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Já são conhecidos os vencedores dos EU Sustainable Energy Awards, divulgados durante a 15ª edição da Semana Europeia da Energia Sustentável (EUSEW), a primeira a realizar-se de forma “completamente digital”. Entre os vencedores, está um projecto que procura soluções para os desafios da pobreza energética e outro que pretende promover a autossuficiência de comunidades recorrendo ao hidrogénio e a baterias para armazenar energia de origem renovável.

Adaptada ao contexto pandémico, a edição deste ano da Semana Europeia da Energia Sustentável teve início no dia 22 e termina nesta sexta-feira, dia 26. Numa cerimónia transmitida on-line esta terça-feira, foram revelados os três vencedores dos EU Sustainable Energy Awards – os prémios europeus de energia sustentável.

Na categoria Inovação, o primeiro lugar coube ao Remote, um projecto na área das energias renováveis e eficiência energética que promove a autossuficiência de comunidades remotas europeias. A ideia começou em Turim, em Itália, e combina a geração de energia a partir de fontes renováveis com o seu armazenamento através da utilização de baterias e hidrogénio. Segundo os responsáveis pelo projecto, a tecnologia de armazenamento proposta pelo Remote funciona com qualquer fonte renovável, desde a energia eólica à biomassa. O projecto está actualmente a ser testado em Itália, na Grécia e na Noruega.

Na categoria Juventude, o processo de apuramento do vencedor, através da avaliação de um júri de especialistas, destacou o projecto Fair (FER) como o grande vencedor. Sediado em Zagreb, na Croácia, pretende desenvolver soluções para os desafios da pobreza energética através de formação dada por estudantes de engenharia eléctrica a moradores e através da realização de auditorias habitacionais que resultam na identificação de “medidas simples” de poupança de energia. Até ao momento, os estudantes envolvidos no projecto já levaram a cabo mais de 100 auditorias energéticas em habitações afectadas pelo flagelo.

Na categoria Envolvimento Cidadão, a primeira posição foi conquistada pelo projecto Clear 2.0. Apresentado pelos prémios organizados pela Comissão Europeia como “um dos mais destacados projectos”, por “inspirar cidadãos a assumir um papel proactivo na transição energética da Europa”, o Clear 2.0 pretende “ajudar pessoas a tornarem-se produtoras e consumidoras” de energia, isto é, prosumers. Procurando solucionar as “razões por trás das hesitações”, “informando-as e apoiando-as ao longo de todos os passos de conversão para sistemas renováveis”. O projecto, sediado em Bruxelas, na Bélgica, já realizou testes de tecnologias renováveis, com recurso a soluções como telhados preenchidos com painéis solares fotovoltaicos ou bombas de calor. Estes testes decorreram em Portugal, Espanha, Eslovénia, Itália, República Checa e Bélgica.

Nesta edição, o prémio do público reconheceu o projecto dos Países Baixos cVPP, que pretende ajudar comunidades locais a assumir o controlo da geração de energia renovável através de cooperativas de geração de energia. Mas houve outras novidades: foram reconhecidos os feitos de três mulheres no sector energético europeu, através da criação da categoria Mulheres na Energia. Ada Amon, Katharina Habersbrunner e Sophie Attali foram as escolhidas.

No total, em 2020, para os EU Sustainable Energy Awards, competiam nove finalistas nas três categorias. O projecto português Fatura Amiga, uma iniciativa da associação para a defesa do consumidor DECO que tem como objectivo capacitar os consumidores de energia e ajudá-los a melhorar a sua compreensão da informação presente nas facturas de energia, ficou entre os nove finalistas.

 

https://www.facebook.com/euenergyweek/videos/669893236924269/?t=4

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